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sexta-feira, 10 de agosto de 2007

"Controle de emoções"

Entrou o intervalo comercial. Não é como acordar e perceber que tudo era sonho. Não é bem assim. Chega uma hora na vida que você começa a misturar as coisas: O que é hora vaga? trabalho? diversão? Os horários se confundem: Não dizem que nascemos para sermos felizes? Então porque em determinado momento (não menos que abruptamente) passamos a trabalhar mais e nos divertir (muito) menos? É sabido que a cerveja já tomou o lugar do refrigerante em nossas vidas há tempos. Aí chega o momento em que a noite é trocada pelo dia. É bom viver de madrugada, com o rádio ligado e o silêncio da casa. Mas quando amanhece não é hora de dormir. É hora de asfalto, de trilhos. A única janela que se abre na sua vida é a do Windows. Silêncio oco. De repente alguém grita com você. Parece que você fez algo errado. Alguém vai perder dinheiro com isso. O seu erro. Veja a consequência do seu erro. Passa uma menina. Ela te encanta. Depende da idéia que tu faz dela. Há que se considerar que não é só um belo vestido. É malícia. É beleza. É excitação. Mas olha só, às vezes você pega ela distraída e veja só, ora ora; É desorientação. É indecisão. É uma fêmea de louva-deus tentando se defender. A diferença entre ela e a louva-deus é que a louva-deus não precisa se defender. Ela por outro lado, encasquetou que todos vivem olhando ela. E não está errada.Sempre vai ter uma câmera (ou a placa avisando da câmera) a coagir e lembrar de que você vive em uma sociedade altamente vigiada, portanto, nada de fazer gestos idiotas: nada de dançar na rua, nada de mijar no muro, nada de afagos escondidos (se é que me fiz entender). Sabe por quê? Porque do outro lado de um monitor pode haver um vigia rindo a valer de você. Talvez até se masturbando pra você. E haverá uma câmera filmando ele também. Asqueroso? Assim como os celulares em "Os infiltrados", que são as verdadeiras armas de fogo, os consensos do que é um bom comportamento estão aí para regular os hábitos. 30 segundos. Tempo médio de um comercial. Um job publicitário altamente elaborado para o agrado de todos. E a TV te devolve aquilo que você não tem.



L.N.

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segunda-feira, 30 de julho de 2007

PROMOÇÂO "Eu quero ver o Nanquim no Cervejazul"


Tá afim de curtir a melhor balada dessa sexta-feira?

Ganhe um par de ingressos para o Show do Nanquim, dia 03/08 no Cervejazul.

É simples: basta mandar uma mensagem para mailto:nanquimrock@yahoo.com.br com o assunto "Eu quero ver o Nanquim no Cervejazul" , dizendo o que você achou do som da banda, que pode ser ouvido em http://www.nanquim.palcomp3.com.br/ . Não esqueça de colocar seu nome completo no corpo do e-mail.

Pronto, as 3 mensagens mais interessantes receberão um par de ingressos.

Mas fique atento: os nomes dos vencedores aparecerão no blog do Nanquim quinta-feira (02/08/07), os ingressos deverão ser retirados na sexta-feira (03/08/07) no local do evento entre 21 e 22h.


PARTICIPEM FALTA POUCO TEMPO


Cervejazul
Praça Ciro Gomes, 26 – Mooca
Próximo a Universidade São Judas
Dia 03/08/2007 a partir das 21h
Entrada: R$ 8

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Dia frio para um show quente



Fazia frio. Chovia. Não dava a mínima vontade de sair de casa ou de debaixo das cobertas, ou melhor: não daria se não fosse dia de show de Nanquim. Um show que dias antes já dava para perceber que seria ótimo. Tão bom estava o clima dos ensaios da banda para quem teve a oportunidade de vê-los a praticar.
E estávamos lá. Os admiradores de Nanquim. Talvez não em grande número, mas com certeza um tanto afortunados! Não é que Jaison e Cia abriram o "Baú de pedras" e sem mais demora desfilaram suas mais novas e belas jóias musicais? Ou seriam pedras? É incrível como o som dessa banda consegue ser ao mesmo tempo forte e delicado; pungente mas belo. E me perdoem o trocadilho, mas o som do Nanquim ainda consegue ser urbano, mas "bello".
Outro fator que colaborou bastante para o bom show foi o local, que com certeza é o melhor entre todos os que o Nanquim já tocou, e aproveitando este tema, ao que tudo indica o Nanquim começará agora uma escalada qualitativa: Encerrada a fase inicial de Luar Rock bar, a banda parece interessada em conquistar novos públicos em outras regiões da cidade. Em breve Nanquim na OUTS. E se tudo der certo, com a ex-banda insetos, que tocou pela última vez com essse nome ao abrir a apresentação para o Nanquim. Atualmente a banda está em processo de criação de um novo nome.
Mas voltando à apresentação dos rapazes, eu agradeço ao Nanquim, especialmente ao Jaison pelo convite para cantar "Os insetos no país do espeho" com eles, foi muito legal, apesar da disparidade visível entre a minha voz e a de R. Araújo .Quanto à atuação dos meninos, foi quase impecável: Quase porque parece que desde o show dos insetos a corda, o cabo e a correia de Joh Stcheraws estavam a criar vida própria e fugir dele. Nada que atrapalhasse o conjunto de sua performance cheia de Swing e balanço. E particularmente eu acho que essa foi a verdadeira estréia de Joh. A outra foi muito rápida. Quase não deu pra ver, apesar de ter gerado material para o vídeo de "Todo tempo", é claro.
Outro ponto que foi um pouco complicado talvez tenha sido o dia, em plena quarta-feira.
Conclusão psicodélica para o texto:
No mais, até as vacas que produzem o mais fresquinho leite para que seja feito o mais delicioso chocolate suiço devem ter rumorejado com mais gosto após essa pequena prova que aconteceu na distante São Paulo de que ainda existe vida na terra.

L.N.
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quarta-feira, 4 de julho de 2007

É exatamente isso pessoal: Dia 18 próximo o Nanquim volta a tocar no palco do Cervejazul na Mooca. Começará às 19:30 e contará com a participação de pelo menos mais uma banda.
A novidade é que o Nanquim está com canções novas, que, ao que tudo indica, serão mostradas nesta apresentação. Eu ouvi algumas delas, como por exemplo, "Às vezes fim" e "Baú de pedras" e posso garantir que são muito boas. Resta saber se os rapazes irão executá-las, mas para confirmar (e conferir) só comparecendo mesmo. Topas? Fica o convite.
Fora isso, para a abertura da apresentação será possível conferir o som da estreante Insetos, mostrando seu som tão inclassificavél quanto o da banda anfitriã.
Aguardamos todos vocês (e muitos mais) para essa apresentação que promete ser no mínimo surpreendente.
L.N.
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terça-feira, 22 de maio de 2007

Video Clipe "Todo Tempo"

Como muito bem falado no Artigo anterior, o video clipe editado pelo Wilson já está disponivel a todos no Youtube, vc pode acessar o link abaixo e assisti-lo, recomendo que espere baixa-lo completo antes, pois por se tratar de imagens fixas e movimentos intercalados, a ideia pode se perder se pausada com o "Buffer" da internet...

Agora assintam o trabalho feito pelo Wilson.


Joh Stcheraws

domingo, 20 de maio de 2007

"Tudo o que se pode ter"


Novidades para todos aqueles que curtem o som do Nanquim: Além de todo o planejamento para 2008, o proclamado ano do Nanquim, Wilson Malaquias fez um clipe muito legal da banda que em breve irá disponibilizar no Youtube. Ele fez um jogo de imagens, em que as linguagens utilizadas se alteram e passam por progressões: Alternâncias entre o lento e o rápido, o colorido e o preto e branco, o desfocado eo focado, e também o movimento e a fotografia. A música escolhida foi "Todo tempo", e apesar de (ou justamente por) ter ficado muito legal, em conversa com ele cogitamos a possibilidade de se fazer um clipe em versão definitiva, onde será possível colocar o áudio já finalizado da canção que também ele, Wilson, está para modificar. É perceptível que existem planos e um futuro grandioso para o Nanquim, apesar das dificuldades enfrentadas por ser uma banda independente e que, ainda mais que isso, é uma banda independente em São Paulo que não toca nenhuma das vertentes do Hardcore, e que luta em dobro para que possa ocupar metade dos espaços. Mas não importa, diz o senso comum que quanto maior a luta maior a glória em se vencer. Apoio não há dúvida de que existe para esses quatro rapazes, mas para que tudo isso se realize, é necessário ter um pouco mais de atitude não em quebrar, mas em consertar o quebrado. "Cuidar que se ganha em se perder". Mas não é preciso que se diga isso, pelo que conheço destes meninos eles sabem muito bem disso, pois como disse um deles, é só dar uma olhada que dá pra ver "tudo o que se pode ter".
L.N.
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sábado, 12 de maio de 2007

Ficção: Tubulações da alma


Agora não adianta mais tentar voltar atrás; o menino decidiu virar escritor e não tem quem tire isso da cabeça dele. Eu bem que falei pra mãe olhar mais de perto, que esses recolhimentos para o quarto com um livro debaixo do braço não eram normais para uma criança. Que isso ia acabar tornando o moleque num maldito dum revolucionário, ou numa porra de um subversivo ateu, mas ninguém me deu ouvidos. Já não é de hoje que esse negócio de aprender a pensar por si só dá em merda. Pega o exemplo daquele velhinho da língua de fora, o tal do Einstein, pensou tanto que acabou pensando que era um cachorro, até tiraram uma foto dele com o tapete bucal de fora. É sério. Eu vi. Mas o que a gente pode fazer? O pai do menino decidiu ir lá pra Nova Iorque, porque achou que já era hora de abandonar o berço esplêndido. Nem preciso dizer que não voltou mais, acabou se perdendo por lá, e agora o corpo ficou totalmente inerte, porque talvez vocês não saibam, mas a viagem pra Nova Iorque não tem volta. No começo o menino ficou a ver navios, mas aí ele se cansou de tanta água, saiu da janela e se retirou para o quarto, que lá ele tinha mais silêncio para esperar a passagem dos dias e catalogar as variações de seus sintomas de rinite alérgica. E para catalogar você precisa de paciência e conhecimento, senão você se engana. Pega a televisão por exemplo, ela te engana de uma forma tão eficaz que você sabe que ela está te enganando e mesmo assim continua dando bola pra ela. A mãe do menino mesmo, criou um altar e uma forma toda especial de rezar para a televisão. Armou um lugar central na estante da sala para o aparelho e reza diariamente em frente a ele. Sentada no sofá, e de olhos abertos é claro. Dizem por aí que a TV ajudou as mulheres a se libertarem da opressão machista . No caso do moleque, a tv ajudou a afastar dele a outra metade da família que lhe sobrou. Eu falei pra mãe dele, mas era um tal de Toni Ramos pra cá, Tarcísio Meira pra lá, Roberto Carlos não sei onde, que ela nem notou o moleque crescendo escondido e melancólico, povoado de idéias subterranêas, completamente inacessíveis, pontuadas por um sorriso bobo quando via cores argênteas na sacada da casa ao lado. Ninguém sabe ao certo o que se passa em sua cabeça porque ele passou a catalogar sensações também, e as esconde como um cientista antes de patentear suas idéias, mas o que a gente pode fazer? Sem o apoio dos pais não se faz um bom rapaz. Ai, ai, no que esse menino vai dar? Pelo menos não é músico.


L.N.

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domingo, 6 de maio de 2007

O choro sob a máscara do palhaço (Uma arma na cabeça que te obriga a ser feliz)


O vale do Anhangabaú se encheu de gente e os milhares de vozes cantaram em uníssono as canções do Teatro mágico no fim de semana passada em plena virada cultural. Um culto. Um culto à banda independente que promove o espetáculo. O espetáculo de Guy Debord. Aquela jogo de luzes que fascina e anestesia. O culto do bem. Uma saudação ao homem que entra em campo com o jogo ganho e fala coisas subversivas que não subvertem nada. Os problemas sociais continuam, mas as palavras bonitas de Fernando Anitelli bailam entre os dançarinos e malabaristas. É tanta performance que já não sabemos do que se trata. Qual era o foco mesmo? Ah, claro, o objetivo de se ter uma banda de rock é encantar as mulheres, e como disse Roger Moreira "Se não fosse por mulher eu nem era roqueiro", no caso do manda chuva do Ultraje a rigor entretanto, rock é rock, rock não é circo. Tá bom, aí as fãs do "teatro" dirão que eles vão além de um rótulo simples desse. Não sei não, tirando o Secos e molhados nenhuma banda que pinta a cara pode ser levada a sério. E se você não é do Pink Floyd, as chances de você fazer um show cheio de artimanhas que na verdade é uma coletânea de artifícios para esconder a falta de qualidade de suas músicas são enormes. Não se deixem enganar por multidões: MC Leozinho também anda arrastando multidões. Acontece que as jogadas gramaticais, a trupe circense, o formato da coisa toda é bem legal até. Para crianças. Mas aí entramos em um problema gravíssimo apontado por Adorno em sua análise da indústria cultural : Chegamos a um ponto em que as mensagens destinadas às crianças e aos adultos já não se distinguem, há uma subestimação da capacidade de pensar das pessoas. Tudo é massivo. Simples. Positivo. Tão positivo que me senti quase como se tivesse uma arma me obrigando a ser feliz em meio a tanta gente extasiada. Se é pra ir a um culto, a minha igreja é o Cordel do Fogo encantado, pois lá me sinto mais integrado à catarse coletiva.

Agora cessando fogo, uma coisa interessante é que eles não fazem apenas discurso a favor da distribuição de músicas de graça (ou a preços acessíveis), mais que isso, colocam em prática essas convicções. Mas, até onde? Se até o Lobão acabou se rendendo com seu acústico... E claro, a citação de "Bizarre Love Triangle" do New Order foi indiscutivelmente o ponto alto do show, mas quando uma banda consegue alcançar seu auge criativo emulando outra, é hora de repensar o caminho. Pesando prós e contras é uma banda interessante para quem tem um amadurecimento sentimental = ou > ao de uma pessoa de 12 anos.

domingo, 29 de abril de 2007

Não é pra fazer sentido


Primeiro eu passei anos acreditando que o Acre não existia, que o estado era fruto de uma alucinação coletiva, ou um mito totalmente infundado do imaginário Brasileiro. Depois alguém vem e me desmente: Existem até bandas de rock no Acre! Eu falei com uma acreana!Me disseram que quando alguém faz por merecer as pessoas reconhecem seus esforços. Depois eu vejo meus amigos dando o sangue em vários ensaios de madrugada entre o horário que chegavam do trabalho e a hora de ir para a labuta novamente afim de que o som da banda ficasse redondinho para uma apresentação (a qual eles não pediram para participar). Esses mesmos amigos se mataram para vender um monte de ingressos por um preço imposto abusivo para essa apresentação. Se prepararam arduamente para fazerem valer seu direito de banda. Só que na hora de tocar, esse direito não foi respeitado; o que era meia hora de apresentação se tornaram apenas quinze minutos, e mais uma vez eles foram lesados (eu sei como é porque fiz parte disso, lembro e sinto como é decepcionante). Por fim eu vejo que as pessoas que vieram do Acre tiveram provavelmente tanto tempo ou mais de apresentação. E olha que eles foram "convidados", nem precisaram vender nada. Receber bem visita é um ótimo sinal de cordialidade, mas e quando isso é feito às custas dos locais? Isso é normal? Porque será que as bandas de guaianazes desmerecem os festivais locais? Seriam elas mal agradecidas, ou será que já estão cansadas de serem desvalorizadas? Vamos embora para o Acre, talvez lá sejamos melhor recebidos. Não faz sentido.

L.N.
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sexta-feira, 27 de abril de 2007

"Pois é, não deu..."


Marcelo Camelo foi para o deserto. O Barba ficou de molho. O Amarante virou aviador e foi lá pros States gravar música com um gringo que pensa que é Caetano Veloso. E o Medina... O que a gente faz com você, hein Medina?

Essa é a história mais comentada no momento entre um círculo de amigos meus, o chamado recesso, ou para alguns mais exaltados, o "fim do Los Hermanos". Publicada essa semana na folha inquestionável, a matéria basicamente dizia que os rapazes decidiram dar um tempo por tempo indeterminado. E se é que acabou, eu nem achei tão ruim assim, pois fim de banda boa é sempre melhor que fim de banda ruim. Sabe por quê? Porque quando os caras de uma banda RUIM se desentendem, sempre corre o risco de eles se separarem e se desdobrarem em DOIS coletivos ruins. Quer um exemplo? Os sujeitos da formação original do tal Charlie Brown. Brigaram, e o que me acontece? Não só o bucéfalo do chorão continua com a velha ladainha em nova formação, como o Champignom (que provou ser um perfeito babaca) decide montar o tal "Revolucionnarios". OU seja, matéria fecal litorânea em dobro e com mentalidade mezzo surfista, mezzo skatista 100% vazia disputando a parada das extintas "radiosroques" de "sumpaulo".

Agora, quando banda boa como o Los Hermanos se desentende, ouo decide "dar um tempo", pelo menos os fãs podem esperar por projetos solos e paralelos de qualidade (Alô Alô Orquestra Imperial. Amigos do Latuya, e pelo amor de Deus Marcelo Camelo, a Maria Rita não é a Elis! Não vale a pena! Deixa pro Falcão compor pra ela enquanto ela não adquire identidade própria!) E ainda corremos o risco, sim porque eu também curto Los Hermanos, de certo dia, daqui a um, dez, vinte anos (não importa), acordar e dar de cara com uma volta deles. Maravilha!

Não vou ser cinico a ponto de dizer que isso tudo é ótimo, eu já estava salivando pelo album que eles iam gravar e lançar esse ano, mas acho que dos males o recesso é o menor, se os caras gostam do que fazem, e pela qualidade que apresentam eu diria que adoram, vão acabar voltando ou pelo menos dando continuidade de outras formas com tudo aquilo que nos surpreende desde 1999.

L.N.

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